
Autor: Jefferson @mestredosfatalitys
Em um mundo onde os grandes lançamentos estão ultrapassando a casa dos giga bytes e números milionários, ou bilionários como o esperado GTA VI, é comum nos depararmos com títulos parecidos mais com filmes interativos do que com games, entretando nos logínquos anos iniciais de Atari, Super Nintendo e Playstation 1 onde o espaço dos programadores e designers eram KB e MB será que a criatividade estava mais presente?

Games icônicos como Pitfall lançado em 1977 e Super Mario 3 de 1988 tinham pouquíssimos recursos se comparado com os atuais, a terceira aventura do querido encanador bigodudo tem seus “incríveis” 384 KB (Kilo byte), seu time de desenvolvimento teve que reutizar sprites (imagens) de várias maneiras inusitadas para tornar o mundo mais vivo, quem não se lembra do Giant Land onde os inimigos normais torna-se gigantes. Nessa época o jogo era obrigado a que caber no cartucho, nada de patchs de correção ou DLCs, saimos dos KB, para os MB, depois GB e em um futuro não tão distante teremos games que ocuparão TB, isso aliado ao alto preço de produção afasta a criatividade e a ideia de risco, se um único jogo for um fracasso a desenvolvedora por trás pode ir a falência.

Atualmente nos deparamos com jogos imensos, onde temos diversas missões, ao abrir um mapa vemos inumeros ícones, mas será que precisamos de tudo isso? Um jogo não pode ser mais simples e evitando assim a exclusão de uma grande parte da parcela do público, o game mais esperado do ano por muitos GTA VI tem um preço de lançamento absurdo, mas realmente é preciso algo tão detalhado para divertir o jogador?

Diante disso será possível um dia voltarmos para a época onde a imaginação era mais exigida, onde ao olharmos um grupo de “quadrados simples” ou polígonos na tela e imaginavamos aventuras fantásticas em reinos distantes, ou o realismo exagerado e os altos custos irão prevalecer, bem caro leitor isso só o tempo dirá.


